Petrobras retoma o folego e investimentos devem chegar a 130 bilhões de dólares até 2019

A Petrobras já definiu seus planos para 2016 e também para os próximos 5 anos. Entre eles, corte de gastos e exploração de novos campos de produção, visando o pagamento de suas dívidas e uma maior exploração do pré-sal. A maior estatal brasileira encerra 2015 com o pior ano para o petróleo, sendo cotado a USD 40 o barril.

“A baixa por desvalorização de ativos (‘impairment’) somou R$ 44,3 bilhões. Entre as principais reavaliações de ativos estão Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj (R$ 21,8 bilhões), projetos do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (R$ 9,1 bilhões), E&P (R$ 5,6 bilhões), Cascade & Chinook (campo de petróleo no Golfo do México que teve baixa de R$ 4,2 bilhões), Petroquímica Suape (R$ 3 bilhões) e outros (R$ 800 milhões). Essas perdas resultaram de problemas no planejamento dos projetos, utilização de taxa de desconto com maior prêmio de risco, postergação da expectativa de entrada de caixa e menor crescimento econômico”, de acordo com relatório da empresa.

R$ 3 bilhões em debêntures

A Petrobras irá emitir 3 séries de debêntures, uma delas de 7 anos, que terá vencimento em 2022, acrescido de um spread de 0,80%, que será pago anualmente e oferece isenção fiscal para pessoas físicas.

A petrolífera também poderá emitir um lote adicional de até 600 mil debêntures, correspondente a R$ 600 milhões de reais, e ainda ais um lote de 450 mil, correspondente a R$ 450 milhões de reais. Portanto, o valor total da emissão de debêntures poderá chegar a R$ 4,05 bilhões.

A empresa está tentando encontrar uma forma de recuperar os prejuízos e queda em sua lucratividade, assim como melhorar a imagem da principal estatal brasileira no mercado. No segundo trimestre deste ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 531 milhões, 90% menos que no mesmo período do ano passado, quando teve ganhos de R$ 4,9 bilhões.

5-lucros-em-segundos-trimestres

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/petrobras-lucra-r-531-milhoes-no-2-trimestre.html

Desinvestimento

No Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, a Petrobras pretende desinvestir até o final de 2016, no mundo todo, US$ 15,1 bilhões, no que tem relação com gás e abastecimento, gás e energia e, ainda, exploração e produção de petróleo. Entre 2017 e 2018, os desinvestimentos serão de US$ 42,6 bilhões.

A empresa também revisou a produção de óleo e gás no Brasil, de 4,2 milhões de barris diários para 2,8 milhões de barris diários. No mundo todo, a redução foi de 5,3 milhões para 3,7 milhões. A Petrobras também pretende vender alguns bens e outros ativos.

Pré-sal

A crise que ronda o Brasil e também a Petrobras, poderá afetar a produção do pré-sal. Em um relatório enviado a SEC -U.S. Securities and Exchange Commission- que regula o mercado financeiro, foram apontadas dificuldades financeiras para se cumprir com as obrigações previamente acordadas.

Ainda assim, a produção de poços de petróleo do pré-sal triplicou em menos de três anos, informou a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes. A Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal subsidiária da Petrobras, gerencia e fiscaliza a exploração de petróleo que estão sob partilha nos campos de pré-sal, com a PPSA, a Petrobras tem 30% de participação em todos os campos de pré-sal.

O dinheiro do pré-sal começará a chegar ao governo brasileiro em 2016 e poderá alcançar R$ 15 bilhões e, até 2026 R$ 125 bilhões anuais. “É muito dinheiro, a depender do preço do petróleo. O grosso vem com Libra e com os excedentes da cessão onerosa (reserva concedida à Petrobras pela União, em regime de partilha) ”, afirmou o Diretor da Gestão Contratos da PPSA Renato Darros.

O pré-sal pode vir a ser a salvação da Petrobras a curto prazo, mas isso depende de uma gestão responsável da empresa e também da nação.

5-locolazaco-geografica-camada-pre-sal

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/especiais/infraestrutura/voce-sabe-como-funciona-o-pre-sal-8856.html